O roteiro está aprovado e o processo de produção vai começar.
Respire e reúna energias, você está apenas na metade do caminho.
Muita água ainda pode, deve e vai rolar.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Para De Falar
Como propaganda brasileira fala. Blá blá blá. Explica tudo, fala tudo. Poucos são os filmes que prescindem de explicação verbal. E como é chato isso. Falar demais é não confiar na inteligência de quem está assistindo. E não confiar nisso é meio caminho andado para fazer filme ruim. Ruim não, deselegante. Porque um filme pode ser ruim, sem grandes idéias, mas ainda lhe pode restar dignidade. Ser bonito, ser sutil, ser divertido, ser emocionante. Para a ausência de idéia sempre tem que existir o equilíbrio de uma produção bem feita. Agora, se a ideia é ruim e ainda por cima explica demais, danou-se. Um filme de 30" segundos não deveria ter mais do que 17" de texto. Filme que fala o tempo todo cansa, não dá espaço para a emoção. E filme com texto que explica a imagem parece com essas pessoas que explicam a piada. Me poupe, conte bem a piada para não precisar explicá-la. Muitas vezes, na maioria, é o cliente que quer tanta explicação. A saida para isso é sempre propor alternativas. Agora é a hora. O roteiro chegou para a produção com 32" de texto? Corta tudo e manda gravar, como opção, um texto menor e mais adequado para o filme. Apresente as duas versões. Ninguém fica ofendido com uma opção. Mostre o bom primeiro e depois o ruim. Nunca vi cliente nenhum preferir o texto como era. Na hora H eles vêem o filme e sempre concordam, menos texto é mais. E digo mais, já tive cliente que mudou ele mesmo o texto porque percebeu, ao ver o filme, que a coisa não agregava, só enchia o saco. Cabeça aberta não é propriedade de ninguém.
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